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Curadoria Histórica · Líderes do Brasil

Projeto Mandato

ColôniaVice-Reinado (Rio de Janeiro)

Luís de Vasconcelos e Sousa

Vice-Rei do Estado do Brasil

Filho do Conde de Castelo Melhor, Luís de Vasconcelos e Sousa assumiu o vice-reinado em 1779, aos 37 anos, e devolveu ao cargo uma face civilizadora: se seus antecessores fortificaram o Rio de Janeiro, ele o embelezou. Seu decênio de governo é lembrado como o momento em que a capital colonial ganhou ares de cidade ilustrada.

Sua obra-símbolo foi o Passeio Público, primeiro jardim público das Américas, desenhado com chafarizes e esculturas do Mestre Valentim — o maior artista da cidade, que o vice-rei transformou em uma espécie de arquiteto oficial. Saneou pântanos, abriu ruas e incentivou as artes e as ciências naturais.

Criou a Casa de História Natural, apelidada 'Casa dos Pássaros', que colecionava e preparava espécimes para os gabinetes de Lisboa — instituição hoje reconhecida como embrião do Museu Nacional. Foi também sob seu governo que se devassou a Inconfidência Mineira, em 1789, com as prisões de Tiradentes e seus companheiros.

Voltou a Portugal em 1790, onde ocupou altos postos. Ficou na memória como o vice-rei urbanista — o governante que provou que a colônia podia ter, além de engenhos e fortalezas, jardins, museus e vida intelectual.

Perfil e Trajetória

Formação

Formação nobiliárquica e administrativa na corte portuguesa.

Línguas

Português

Principais feitos

  • Construiu o Passeio Público do Rio de Janeiro, primeiro jardim público das Américas
  • Criou a Casa de História Natural ("Casa dos Pássaros"), embrião do Museu Nacional

Outros cargos públicos

  • Altos cargos da administração do reino após o vice-reinado

Curiosidades

Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.

  1. O Passeio Público que construiu é o jardim público mais antigo das Américas — e existe até hoje no centro do Rio.

  2. Sua 'Casa dos Pássaros' empalhava aves para enviar a Lisboa; dela descende o Museu Nacional.

  3. Foi o vice-rei que prendeu Tiradentes — a devassa da Inconfidência Mineira correu sob sua autoridade.

  4. Era protetor do Mestre Valentim, artista mulato que se tornou o grande escultor do Rio colonial.