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Curadoria Histórica · Líderes do Brasil

Projeto Mandato

ColôniaVice-Reinado (Rio de Janeiro)

Luís de Almeida Portugal, Marquês do Lavradio

Vice-Rei do Estado do Brasil

Luís de Almeida Portugal, segundo Marquês do Lavradio, governou o Estado do Brasil por dez anos (1769–1779) — o vice-reinado mais longo e, para muitos historiadores, o mais realizador. Formado na tradição militar e temperado pelo governo da Bahia, chegou ao Rio de Janeiro em plena era pombalina, imbuído do espírito reformista da Ilustração portuguesa.

Na economia, foi um fomentador incansável: difundiu o cultivo do arroz e do anil, estimulou experiências agrícolas e patrocinou a introdução sistemática de uma planta recém-chegada que faria fortuna — o café, que distribuiu a lavradores fluminenses. Na cultura, apoiou a Academia Científica do Rio de Janeiro (1772), pioneira dos estudos de história natural na colônia.

Na defesa, reorganizou tropas e milícias durante as guerras do Sul contra a Espanha, quando a Colônia do Sacramento trocou de mãos e a ilha de Santa Catarina chegou a ser ocupada. Administrou o delicado equilíbrio entre as demandas de Lisboa e as possibilidades reais da colônia.

Ao partir, entregou ao sucessor um minucioso Relatório de governo — documento clássico, ainda hoje fonte primária essencial sobre o Brasil setecentista. Em Portugal, presidiu o Conselho Ultramarino até morrer, em 1790.

Perfil e Trajetória

Formação

Formação militar; oficial-general do exército português.

Línguas

Português

Principais feitos

  • Fomentou novas culturas — arroz, anil e o incentivo pioneiro ao café
  • Apoiou a fundação da Academia Científica do Rio de Janeiro (1772)
  • Deixou o célebre Relatório de governo, clássico da administração colonial

Outros cargos públicos

  • Governador da Bahia
  • Presidente do Conselho Ultramarino, em Lisboa

Títulos e honrarias

  • 2º Marquês do Lavradio

Curiosidades

Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.

  1. Distribuiu mudas de café a fazendeiros fluminenses — gesto administrativo que ajudou a plantar o futuro motor da economia nacional.

  2. Seu Relatório de 1779 é tão detalhado que historiadores o usam como um 'retrato de corpo inteiro' do Brasil setecentista.

  3. Patrocinou a primeira sociedade científica da colônia, a Academia Científica do Rio (1772).

  4. Reclamava por escrito da lentidão dos correios marítimos: uma ordem de Lisboa podia levar meio ano para chegar.