Deodoro da Fonseca
1º Presidente da República
1º
Presidente da República
Manuel Deodoro da Fonseca nasceu em Alagoas, em 1827, numa família que deu oito filhos ao Exército. Herói da Guerra do Paraguai, subiu todos os postos até marechal e tornou-se, na década de 1880, o oficial mais prestigiado do país — um monarquista sincero que a Questão Militar e a articulação republicana de Benjamin Constant empurrariam, quase a contragosto, para a história.
Na madrugada de 15 de novembro de 1889, doente e relutante, montou a cavalo e assumiu o comando do levante que depôs o gabinete Ouro Preto. Ao fim do dia, a República estava proclamada — e Deodoro, à frente do Governo Provisório, tornava-se o primeiro chefe de Estado republicano do Brasil.
Eleito presidente pelo Congresso em fevereiro de 1891, revelou-se um governante sem vocação para a política civil: tratava o Parlamento como quartel indisciplinado. Em novembro de 1891, dissolveu o Congresso por decreto; isolado, diante da revolta da Armada e da ameaça de guerra civil, renunciou vinte dias depois.
Morreu em agosto de 1892, amargurado, proibindo honras militares em seu enterro. A história guardou o paradoxo: o fundador da República foi também sua primeira vítima política — um soldado que derrubou um regime, mas não soube habitar o que criou.
Perfil e Trajetória
Formação
Real Academia Militar / Escola Militar da Praia Vermelha (artilharia).
Línguas
Principais feitos
- Herói da Guerra do Paraguai
- Liderou a Proclamação da República (15 de novembro de 1889)
- Primeiro presidente do Brasil
Outros cargos públicos
- Comandante de armas em várias províncias
- Chefe do Governo Provisório (1889–1891)
Títulos e honrarias
- Marechal do Exército
Curiosidades
Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.
Proclamou a República doente, com falta de ar — desmontou do cavalo amparado por ajudantes.
Era monarquista confesso e amigo pessoal de D. Pedro II; relutou até o último instante em depor o gabinete.
Há dúvida histórica se no 15 de novembro ele proclamou a República ou apenas a queda do ministério — o gesto definitivo veio à noite, na Câmara Municipal.
Proibiu honras militares em seu funeral e foi enterrado como civil, por vontade própria.