Floriano Peixoto
2º Presidente da República
2º
Presidente da República
Alagoano como Deodoro, Floriano Vieira Peixoto era seu oposto em temperamento: silencioso, frio, imperscrutável. Veterano do Paraguai e ajudante-general do Exército na agonia do Império, aderiu à República na hora exata — e elegeu-se vice-presidente em 1891, pela chapa de oposição a Deodoro, como as regras da época permitiam.
Com a renúncia do marechal, assumiu e tomou a decisão que definiria seu governo: recusou-se a convocar novas eleições, como mandava a Constituição para mandatos com menos de dois anos. Os que protestaram — treze generais, em manifesto — foram reformados a ato de caneta.
Enfrentou simultaneamente a Revolução Federalista no Sul e a Revolta da Armada na baía de Guanabara, esmagando ambas sem hesitar em fuzilamentos e prisões em massa. O 'Marechal de Ferro' consolidou pela força um regime que parecia à beira da dissolução, apoiado nos jacobinos e na jovem oficialidade.
Entregou o poder ao civil Prudente de Morais em 1894 e recusou qualquer cerimônia de despedida; morreu meses depois, em 1895. Ficou como o mais controverso dos fundadores: ditador para uns, salvador da República para outros — e culto cívico dos nacionalistas por décadas.
Perfil e Trajetória
Formação
Escola Militar da Praia Vermelha.
Línguas
Principais feitos
- Consolidou a República ao debelar a Revolta da Armada e a Revolução Federalista
- Primeiro vice-presidente a assumir a presidência
Outros cargos públicos
- Ajudante-general do Exército
- Ministro da Guerra do Império (1889)
Títulos e honrarias
- Marechal do Exército
- "Marechal de Ferro"
Curiosidades
Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.
Ficou célebre pelo silêncio: despachava com bilhetes lacônicos e deixava visitas esperando horas sem dizer palavra.
Dormia em rede no palácio e vestia-se com desleixo proposital — a antipompa era seu marketing político.
Quando a esquadra rebelde ameaçou bombardear o Rio, respondeu que responderia 'na mesma moeda' e mandou artilhar os morros.
O florianismo virou culto: jacobinos batizavam filhos com seu nome e quebravam jornais de oposição em sua honra.