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Curadoria Histórica · Líderes do Brasil

Projeto Mandato

ImpérioPeríodo Regencial

Pedro de Araújo Lima, Marquês de Olinda

Regente Uno do Império

Pernambucano de Serinhaém, formado em Coimbra, Pedro de Araújo Lima construiu uma das mais longas carreiras políticas do Brasil monárquico: da Constituinte de 1823 à morte, em 1870, atravessou meio século no centro do poder. Discreto, metódico e conservador, era o oposto do temperamento vulcânico de Feijó — a quem sucedeu.

Assumiu a regência em 1837, interinamente, e foi eleito regente uno no ano seguinte, liderando o movimento que a historiografia batizou de Regresso Conservador: a reação centralizadora às autonomias provinciais do Ato Adicional, cristalizada na Lei de Interpretação de 1840.

Seu governo combateu a Sabinada na Bahia e a Balaiada no Maranhão, enquanto a Guerra dos Farrapos seguia no Sul. A instabilidade crônica alimentou a articulação parlamentar pela antecipação da maioridade do imperador-menino — e, em 23 de julho de 1840, o Golpe da Maioridade encerrou seu mandato e a própria experiência regencial.

Longe de desaparecer, tornou-se pilar do Segundo Reinado: quatro vezes presidente do Conselho de Ministros, senador, conselheiro de Estado, Visconde e depois Marquês de Olinda. Morreu em 1870, prova viva de que, no Império, a longevidade política era a maior das artes.

Perfil e Trajetória

Formação

Direito pela Universidade de Coimbra.

Línguas

Português

Principais feitos

  • Liderou o Regresso Conservador e a Lei de Interpretação do Ato Adicional
  • Quatro vezes presidente do Conselho de Ministros do Império

Outros cargos públicos

  • Deputado constituinte (1823)
  • Ministro do Império
  • Senador e conselheiro de Estado

Títulos e honrarias

  • Visconde de Olinda (1841)
  • Marquês de Olinda (1854)

Curiosidades

Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.

  1. Sua carreira ministerial durou 47 anos: do Primeiro Reinado à Guerra do Paraguai.

  2. Foi chefe de governo com D. Pedro II menino e novamente com D. Pedro II cinquentão.

  3. Ganhou dois títulos nobiliárquicos diferentes pelo mesmo tipo de serviço: visconde (1841) e marquês (1854).

  4. Presidiu o gabinete que decretou a Guerra do Paraguai em 1865, aos 71 anos.