Juscelino Kubitschek
21º Presidente da República
21º
Presidente da República
Nascido pobre em Diamantina, criado pela mãe professora, Juscelino Kubitschek de Oliveira pagou os estudos de medicina trabalhando como telegrafista. A política mineira o adotou: prefeito de Belo Horizonte — onde ergueu a Pampulha com o jovem Niemeyer —, governador de Minas e, em 1955, presidente eleito prometendo 'cinquenta anos em cinco'.
Só tomou posse graças ao contragolpe legalista de Lott, e governou como se cada dia fosse o último: o Plano de Metas multiplicou energia, estradas e indústria, implantou a indústria automobilística e fez a economia crescer como nunca — com inflação e dívida crescendo junto.
Sua meta-síntese desafiou o bom senso: construir uma capital no Planalto Central em três anos e meio. Brasília, desenhada por Lúcio Costa e Niemeyer e erguida por candangos em ritmo de epopeia, foi inaugurada em 21 de abril de 1960 — o século XX brasileiro em concreto armado.
Governou sem estado de sítio, sem imprensa censurada e sem presos políticos, entregando a faixa ao maior opositor. Cassado pela ditadura em 1964, morreu em 1976 num desastre na Via Dutra; seu enterro em Brasília virou a primeira grande manifestação de massa contra o regime. Ficou como o presidente do otimismo — os 'anos JK', bossa nova e futuro.
Perfil e Trajetória
Formação
Medicina pela Universidade de Minas Gerais (1927), com especialização em urologia em Paris.
Línguas
Especializou-se em urologia em Paris (1930), na clínica do professor Maurice Chevassu, e frequentou curso de cultura francesa durante a temporada europeia.
Principais feitos
- Construiu Brasília e transferiu a capital (1960)
- Plano de Metas: "cinquenta anos em cinco" — indústria automobilística, energia, estradas
- Conjunto da Pampulha em BH, com Oscar Niemeyer
Outros cargos públicos
- Capitão-médico da Polícia Militar de MG
- Deputado federal
- Prefeito de Belo Horizonte
- Governador de Minas Gerais
- Senador
Títulos e honrarias
- Membro da Academia Brasileira de Letras (cadeira 37)
Curiosidades
Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.
Pagou a faculdade de medicina trabalhando como telegrafista noturno.
Serviu como médico na Revolução de 1932 — do lado mineiro, cuidando de feridos dos dois lados.
Dirigia o próprio carro em Brasília e parava para dar carona a candangos.
Prometeu e cumpriu: não cassou, não censurou e não prendeu — e foi cassado pelo regime de 1964.
Seu túmulo em Brasília tem a inscrição 'O fundador'.