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Curadoria Histórica · Líderes do Brasil

Projeto Mandato

RepúblicaRepública de 1946

Jânio Quadros

22º Presidente da República

22º

Presidente da República

Jânio da Silva Quadros foi o meteoro da política brasileira: professor de português nascido em Campo Grande, subiu em quatorze anos de vereador a presidente, sempre contra as máquinas partidárias, sempre com a vassoura como símbolo — varrer a corrupção — e um personagem teatral de fome, caspa e gravata torta cuidadosamente encenado.

Prefeito e governador de São Paulo com fama de administrador rigoroso, elegeu-se presidente em 1960 com a maior votação proporcional da história até então, apoiado pela UDN que ele desprezava e desprezando o programa de quem o apoiava.

Em sete meses, impôs austeridade dura, proibiu de lança-perfume a briga de galo, e lançou a Política Externa Independente: reatou com a URSS, defendeu Cuba e condecorou Che Guevara com a Cruzeiro do Sul — afrontando deliberadamente sua base conservadora.

Em 25 de agosto de 1961, renunciou por surpresa, culpando 'forças terríveis' que jamais nomeou — aposta, ao que tudo indica, num retorno triunfal de braços dados com as massas e os quartéis, que o Congresso frustrou aceitando a renúncia em minutos. Ainda seria prefeito de São Paulo em 1985; morreu em 1992, indecifrável até o fim.

Perfil e Trajetória

Formação

Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco (São Paulo); professor de português.

Línguas

Português

Principais feitos

  • Eleito presidente com a maior votação proporcional até então (1960)
  • Lançou a Política Externa Independente
  • Percorreu todos os degraus eletivos: vereador a presidente em 14 anos

Outros cargos públicos

  • Vereador e deputado estadual
  • Prefeito de São Paulo (1953 e 1985)
  • Governador de São Paulo
  • Deputado federal

Curiosidades

Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.

  1. Fazia campanha com uma vassoura e o jingle 'varre, varre, vassourinha' — o primeiro grande marketing eleitoral do país.

  2. Proibiu por decreto o lança-perfume no carnaval e as rinhas de galo — o Brasil discutiu semanas sobre isso.

  3. Comia sanduíche de mortadela em público e cultivava a caspa no paletó como prova de autenticidade.

  4. Sua renúncia durou tão pouco a ser aceita que ele soube pelo rádio, a caminho de São Paulo.

  5. Voltou 24 anos depois: eleito prefeito de São Paulo em 1985, derrotando FHC.