D. Pedro I
1º Imperador do Brasil
1º
Imperador do Brasil
Pedro de Alcântara chegou ao Brasil aos nove anos, na fuga da corte, e cresceu entre os cavalos e as ruas do Rio de Janeiro — um príncipe impetuoso, mais afeito à vida prática do que aos livros. Quando o pai regressou a Lisboa, em 1821, ficou como regente de um Brasil que as Cortes portuguesas pretendiam devolver à condição colonial.
Pressionado a retornar, respondeu com o Dia do Fico (9 de janeiro de 1822) e aproximou-se do partido brasileiro de José Bonifácio. Em 7 de setembro, às margens do Ipiranga, rompeu definitivamente com Portugal; aclamado imperador em outubro, foi coroado em dezembro, aos 24 anos, fundando o único império duradouro das Américas.
Seu Primeiro Reinado, porém, consumiu-se em crises: dissolveu a Constituinte em 1823 e outorgou a Constituição de 1824 — com o polêmico Poder Moderador —, esmagou a Confederação do Equador, perdeu a Cisplatina e viu a opinião pública voltar-se contra o autoritarismo e os escândalos da vida pessoal. Em 7 de abril de 1831, abdicou em favor do filho de cinco anos.
O epílogo europeu redimiu o mito: como D. Pedro IV, comandou a guerra civil que derrotou o absolutismo do irmão Miguel e devolveu o trono constitucional à filha Maria II. Morreu de tuberculose em 1834, aos 35 anos, no mesmo quarto do Palácio de Queluz em que nascera — o Libertador de dois países.
Perfil e Trajetória
Formação
Educação irregular no Paço de São Cristóvão; talento musical notável — compôs a música do Hino da Independência.
Principais feitos
- Proclamou a Independência do Brasil (7 de setembro de 1822)
- Outorgou a Constituição de 1824, a mais longeva da história brasileira
- Comandou a guerra que restaurou o trono constitucional de Maria II em Portugal
- Compositor: Hino da Independência e Hino da Carta (Portugal)
Outros cargos públicos
- Príncipe Regente do Brasil (1821–1822)
Títulos e honrarias
- Imperador do Brasil
- Rei Pedro IV de Portugal
- Duque de Bragança
Curiosidades
Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.
Compôs a música do Hino da Independência — e, em Portugal, a do Hino da Carta, que foi hino nacional português até 1910.
No dia do Grito do Ipiranga sofria de um desarranjo intestinal, detalhe registrado por memorialistas da comitiva.
Seu caso com a Marquesa de Santos foi o escândalo mais comentado do Primeiro Reinado.
Seu coração está no Porto, por vontade própria, e o corpo, no monumento do Ipiranga em São Paulo.
Abdicou de dois tronos em vida: o do Brasil (1831) e o de Portugal (1826, na prática, em favor da filha).