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Curadoria Histórica · Líderes do Brasil

Projeto Mandato

RepúblicaRepública Oligárquica

Afonso Pena

6º Presidente da República

6º

Presidente da República

Afonso Augusto Moreira Pena percorreu todos os degraus da política mineira e imperial: deputado, três vezes ministro do Império, fundador da Faculdade de Direito de Minas Gerais, governador de seu estado. Vice-presidente eleito em 1902, chegou à presidência em 1906 pelo acordo entre Minas e São Paulo — o eixo do 'café com leite'.

Governou sob o lema 'governar é povoar': promoveu a imigração europeia, expandiu as ferrovias como nenhum antecessor e modernizou os portos, apostando que o desenvolvimento viria sobre trilhos.

Seu governo executou o Convênio de Taubaté, a primeira valorização artificial do café — o Estado comprando sacas para segurar preços —, e projetou o Brasil na Conferência de Haia (1907), onde Rui Barbosa ganhou o apelido de 'Águia'.

Morreu no Catete em junho de 1909, em pleno exercício do cargo, abatido — dizem os biógrafos — também pela dor da morte do filho. Sua sucessão antecipada racharia as oligarquias e produziria a primeira grande disputa presidencial da República, a Campanha Civilista.

Perfil e Trajetória

Formação

Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco (São Paulo).

Línguas

PortuguêsFrancêsInglês

Teve aulas de francês, inglês e retórica no currículo do educandário em que se formou, antes do curso jurídico em São Paulo.

Verbete “Afonso Pena” — Wikipédia (pt)

Principais feitos

  • Grande expansão ferroviária sob o lema "governar é povoar"
  • Fundou a Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais (hoje UFMG)

Outros cargos públicos

  • Deputado e ministro em três pastas no Império
  • Governador de Minas Gerais
  • Vice-presidente da República

Curiosidades

Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.

  1. Fundou a faculdade onde depois foi professor de gerações de presidentes mineiros — a Casa de Afonso Pena, hoje UFMG.

  2. Seu lema 'governar é povoar' virou política de imigração: meio milhão de europeus entraram no país em seu governo.

  3. Foi o primeiro presidente a morrer no Palácio do Catete.

  4. Era chamado de 'o conselheiro' — título do Império que carregou pela vida republicana afora.