Getúlio Vargas
17º Presidente da República — 2º período
17º
Presidente da República
Getúlio Dornelles Vargas, estancieiro e advogado de São Borja, subiu na política gaúcha sob a tutela de Borges de Medeiros até presidir o Rio Grande do Sul. Derrotado na eleição presidencial de 1930, chegou ao poder pela Revolução de outubro — e dominaria a vida brasileira por um quarto de século, como ninguém antes ou depois.
Governou primeiro quinze anos ininterruptos: Governo Provisório, presidência constitucional eleita pela Constituinte de 1934 e, após o golpe de 1937 com a farsa do Plano Cohen, a ditadura do Estado Novo. Nesse arco, refundou o Estado — CLT, salário mínimo, Justiça do Trabalho e Eleitoral, voto feminino, CSN, Vale — e esmagou revoltas à esquerda e à direita.
Deposto pelos generais em 1945, voltou consagrado pelo voto em 1950, 'nos braços do povo'. O segundo período foi o do nacionalismo econômico — Petrobras, BNDE — e do cerco final: a oposição udenista de Carlos Lacerda, a crise militar após o atentado da Rua Tonelero e o ultimato das Forças Armadas.
Na madrugada de 24 de agosto de 1954, no Catete, respondeu com um tiro no coração e uma carta-testamento que virou o jogo político por uma década: 'Saio da vida para entrar na História.' Pai do trabalhismo e da industrialização, permanece o personagem mais decisivo — e mais disputado — da história republicana.
Perfil e Trajetória
Formação
Direito pela Faculdade de Direito de Porto Alegre (1907).
Línguas
Principais feitos
- Criou a CLT, o salário mínimo e a Justiça do Trabalho
- Instituiu o voto feminino e a Justiça Eleitoral (1932)
- Fundou a Petrobras, a CSN, a Vale do Rio Doce e o BNDE
- Recordista republicano: 6.776 dias no poder somando os dois períodos
Outros cargos públicos
- Deputado estadual e federal
- Ministro da Fazenda
- Presidente do Rio Grande do Sul
- Senador (1946–1950)
Curiosidades
Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.
Media 1,60 m e transformou o charuto e o sorriso enigmático em marca registrada.
Adorava golfe — esporte 'aristocrático' que praticava enquanto se dizia 'pai dos pobres'.
O bilhete que deixou ao lado da carta-testamento dizia: 'À vingança dos meus inimigos deixo o legado da minha morte'.
A multidão que velou seu corpo impediu fisicamente o golpe em marcha — Lacerda teve de deixar o país.
É o único brasileiro que governou como revolucionário, ditador e presidente eleito.