Artur da Costa e Silva
27º Presidente da República
27º
Presidente da República
Artur da Costa e Silva, gaúcho de Taquari, participou dos levantes tenentistas de 1922 e 1930 e construiu no Exército uma carreira sólida de tropa, sem o perfil acadêmico dos castelistas. Ministro da Guerra do governo Castelo Branco, impôs-se como o candidato natural da linha dura à sucessão, eleito indiretamente pelo Congresso em 1966.
Iniciou o governo com promessas de 'humanizar a Revolução' e executou projetos estratégicos, como a criação da Embraer (pilar da aviação brasileira), da Funai e a ampliação de rodovias de integração. Contudo, o ano de 1968 converteu-se em um turbilhão de contestações: o assassinato do estudante Edson Luís, a Passeata dos Cem Mil, greves em Osasco e Contagem e o surgimento da guerrilha armada.
O estopim da crise ocorreu com a recusa da Câmara em autorizar o processo contra o deputado Márcio Moreira Alves por pronunciamento crítico aos militares. O governo respondeu em 13 de dezembro de 1968 com o Ato Institucional nº 5: fechou o Congresso, suspendeu o habeas corpus para crimes políticos e decretou a censura prévia — mergulhando o país nos 'anos de chumbo'.
Oito meses após o AI-5, um AVC incapacitante o afastou da presidência; os ministros militares impediram a posse do vice civil Pedro Aleixo, e Costa e Silva faleceu em dezembro de 1969. Seu governo ficou marcado pelo ato que suprimiu as liberdades públicas fundamentais e abriu o período mais sombrio da repressão política.
Perfil e Trajetória
Formação
Escola Militar do Realengo e Escola de Estado-Maior.
Línguas
Principais feitos
- Criação da Embraer (marco da indústria aeroespacial brasileira) e da Funai
- Comandou o IV Exército e a pasta da Guerra antes da presidência
Outros cargos públicos
- Ministro da Guerra (1964–1966)
Títulos e honrarias
- Marechal do Exército
Curiosidades
Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.
Era o oposto do antecessor: gostava de anedotas, turfe e cinema de bang-bang, e cultivava fama de 'bonachão'.
No dia do AI-5, a ata da reunião registra sua frase resignada aos ministros que hesitavam.
Sofreu o AVC com apenas dois anos e meio de governo; a doença foi mantida em segredo por dias.
Foi o único presidente militar cujo vice era civil — Pedro Aleixo, impedido de assumir pela Junta.