Carlos Luz
19º Presidente da República
19º
Presidente da República
Carlos Coimbra da Luz, mineiro de Três Corações, fez carreira sólida e discreta: promotor, professor, deputado por décadas, ministro da Justiça de Dutra e, em 1955, presidente da Câmara dos Deputados — posição que o colocou na linha sucessória no pior momento possível.
Com a licença de Café Filho, assumiu a presidência em 8 de novembro de 1955, em meio à conspiração para vetar a posse de Juscelino Kubitschek, eleito semanas antes. O ministro da Guerra, general Lott, pediu-lhe a punição de um coronel golpista; Luz recusou — e o Exército marchou.
Na madrugada de 11 de novembro, tanques ocuparam o Rio de Janeiro. Deposto pelo 'Movimento do 11 de Novembro', o contragolpe preventivo de Lott, refugiou-se com ministros no cruzador Tamandaré, que zarpou sob fogo dos fortes da barra rumo a Santos, na esperança vã de resistência em São Paulo.
A Câmara declarou seu impedimento no mesmo dia; ele voltou ao plenário, digno e derrotado, e morreu em 1961. Seus três dias de governo são o mandato mais breve da história do Brasil — e a prova de que, em 1955, a legalidade se salvou por um golpe.
Perfil e Trajetória
Formação
Direito pela Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais.
Línguas
Principais feitos
- Protagonista involuntário do mandato mais curto da história (3 dias)
Outros cargos públicos
- Promotor
- Deputado federal
- Ministro da Justiça (governo Dutra)
- Presidente da Câmara dos Deputados
Curiosidades
Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.
Governou 3 dias — e passou o último deles em alto-mar, bombardeado pelos fortes da baía de Guanabara.
O cruzador Tamandaré, onde se refugiou, levou tiros de advertência do Forte de Copacabana: o único 'combate naval' da República.
Voltou à Câmara dos Deputados como se nada houvesse e presidiu sessões normalmente meses depois.
Detém o recorde negativo absoluto de permanência na presidência do Brasil.