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Curadoria Histórica · Líderes do Brasil

Projeto Mandato

RepúblicaRepública de 1946

Carlos Luz

19º Presidente da República

19º

Presidente da República

Carlos Coimbra da Luz, mineiro de Três Corações, fez carreira sólida e discreta: promotor, professor, deputado por décadas, ministro da Justiça de Dutra e, em 1955, presidente da Câmara dos Deputados — posição que o colocou na linha sucessória no pior momento possível.

Com a licença de Café Filho, assumiu a presidência em 8 de novembro de 1955, em meio à conspiração para vetar a posse de Juscelino Kubitschek, eleito semanas antes. O ministro da Guerra, general Lott, pediu-lhe a punição de um coronel golpista; Luz recusou — e o Exército marchou.

Na madrugada de 11 de novembro, tanques ocuparam o Rio de Janeiro. Deposto pelo 'Movimento do 11 de Novembro', o contragolpe preventivo de Lott, refugiou-se com ministros no cruzador Tamandaré, que zarpou sob fogo dos fortes da barra rumo a Santos, na esperança vã de resistência em São Paulo.

A Câmara declarou seu impedimento no mesmo dia; ele voltou ao plenário, digno e derrotado, e morreu em 1961. Seus três dias de governo são o mandato mais breve da história do Brasil — e a prova de que, em 1955, a legalidade se salvou por um golpe.

Perfil e Trajetória

Formação

Direito pela Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais.

Línguas

Português

Principais feitos

  • Protagonista involuntário do mandato mais curto da história (3 dias)

Outros cargos públicos

  • Promotor
  • Deputado federal
  • Ministro da Justiça (governo Dutra)
  • Presidente da Câmara dos Deputados

Curiosidades

Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.

  1. Governou 3 dias — e passou o último deles em alto-mar, bombardeado pelos fortes da baía de Guanabara.

  2. O cruzador Tamandaré, onde se refugiou, levou tiros de advertência do Forte de Copacabana: o único 'combate naval' da República.

  3. Voltou à Câmara dos Deputados como se nada houvesse e presidiu sessões normalmente meses depois.

  4. Detém o recorde negativo absoluto de permanência na presidência do Brasil.